Mochudi é como muitas das grandes aldeias do Botsuana eram antes de chegarem os telhados de zinco e os blocos de cimento — e resta o suficiente para justificar os 40 km de estrada para norte de Gaborone. Os Bakgatla-ba-Kgafela fixaram-se aqui em 1871, vindos do Transvaal, e construíram a sua capital em redor de uma colina rochosa sobre o rio Notwane. Continua a ser a sede do chefe supremo dos Bakgatla.
O ex-líbris é o Phuthadikobo Museum, no alto da colina. O edifício, com as suas empenas em estilo holandês do Cabo, foi erguido entre 1921 e 1923 como Escola Nacional dos Bakgatla pelos regimentos etários da própria comunidade, sob o regente Isang Pilane — que, ao que se diz, carregaram os materiais colina acima à mão. Tornou-se museu em 1976.
O que fazer: Mochudi e o Phuthadikobo Museum
Visitar o Phuthadikobo Museum
As exposições abordam a história dos Bakgatla, as tradições de iniciação e de fazer chover, objetos domésticos e um notável conjunto de fotografias do início do século XX, muitas tiradas pelo antropólogo Isaac Schapera, que aqui trabalhou durante décadas. O museu teve também uma oficina de serigrafia que vendia têxteis. Os horários podem ser irregulares — telefone antes, se puder.
Apreciar a vista
Do terraço do museu avista-se toda a povoação, o rio e as planícies em direção à fronteira sul-africana. É um dos melhores miradouros do sudeste.
Ver o kgotla e as sepulturas reais
No sopé da colina fica o kgotla principal, o tribunal e local de reunião tradicional, com o curral real onde estão sepultados os chefes bakgatla. É uma instituição viva: peça autorização antes de entrar e vista-se com respeito.
Procurar casas pintadas
Em redor do centro antigo ainda se encontram recintos tradicionais com muros baixos de pátio (lolwapa) decorados com padrões em tons de terra, uma especialidade dos Bakgatla.


Como chegar: Mochudi e o Phuthadikobo Museum
- De carro: siga pela A1 para norte durante cerca de 35 km até Pilane e vire para leste; Mochudi fica 6–7 km adiante. Siga as placas para o museu e suba a colina de carro (ou a pé). Cerca de 45 minutos desde Gaborone.
- De autocarro: há autocarros e combis frequentes do terminal principal de Gaborone para Mochudi, em menos de uma hora. Do terminal de Mochudi, apanhe um táxi local até ao museu.
- Com guia: os roteiros de aldeias a partir de Gaborone podem incluir Mochudi, muitas vezes com Matsieng e Oodi.
Dicas de quem conhece
- Os dias úteis são a aposta mais segura para encontrar o museu aberto; em geral tem estado fechado aos domingos e feriados.
- O último troço da subida é íngreme e pedregoso — faz-se devagar num carro normal, ou em dez minutos a pé.
- Junte Mochudi, Matsieng e Oodi num circuito a norte da cidade.
- Cumprimente as pessoas — «Dumela rra» a um homem, «Dumela mma» a uma mulher — antes de perguntar seja o que for. Aqui, isso conta.
Melhores excursões: Mochudi e o Phuthadikobo Museum
Estas experiências muito bem avaliadas são a forma mais fácil de conhecer este local (Mochudi e o Phuthadikobo Museum):
Excursão de um dia desde €240 Roteiro de arte e artesanato: aldeias à volta de Gaborone
Um dia nas aldeias que rodeiam Gaborone, onde é feita boa parte da tecelagem e da olaria do país. Visitam-se quatro, vê-se os artesãos a trabalhar, há oportunidade de comprar diretamente e almoça-se num restaurante local. É a maneira fácil de chegar a locais como Oodi sem alugar carro.
- Quatro aldeias de artesãos à volta da capital
- Conhecer tecedeiras e oleiros e comprar diretamente
- Almoço num restaurante local
Excursão de dois dias desde €195 Excursão de vários dias a partir de Gaborone: 2 dias de cidade + aldeia
Um programa de dois dias que junta a capital ao Botsuana das aldeias: primeiro a visita à cidade, depois Manyana com as pinturas rupestres e as ligações a Livingstone e — consoante o dia — um safári. Uma boa escolha para quem prefere cultura e história a um segundo dia de vida selvagem.
- Visita à cidade no primeiro dia
- Aldeia de Manyana e as suas pinturas rupestres
- Um safári, se o tempo permitir




